Media Digital e Socialização

Media Digital e Socialização
Mundo digital E-Portefólio

O mundo é uma aldeia global digitalmente...

O mundo é uma aldeia global digitalmente...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nunca mais estaremos sozinhos


História da Internet

A Internet tem revolucionado o mundo dos computadores e das comunicações como nenhuma invenção foi capaz de fazer antes. As invenções do telégrafo, do telefone, da rádio e do computador prepararam o terreno para esta nunca antes havida integração de capacidades. A Internet é, de uma vez e ao mesmo tempo, um mecanismo de disseminação da informação e divulgação mundial e um meio para a colaboração e a interacção entre os indivíduos e os seus computadores, independentemente das suas localizações geográficas.
A Internet representa um dos mais bem sucedidos exemplos dos benefícios da manutenção do investimento e do compromisso com a pesquisa e o desenvolvimento de uma infra-estrutura para a informação.

Humano vs Digital?


Lá chegará o tempo em que os filhos perguntarão o mesmo às mães. A nossa realidade molda-nos, ou, nós somos as nossas circunstâncias, como diria Ortega Y Gasset. Os nativos digitais já não têm outras referências, nós podemos congratular-nos de sermos os últimos a saber o melhor de dois mundos! Urra!

De que modo estará o nosso cérebro a mudar?


Invade-nos sempre esta sensação de fazermos parte de um momento da História da Humanidade e da Espécie Humana decisivo para a sua mudança, como outros houve e que alteraram definitivamente as capacidades e as características do ser humano.
Estaremos já perante o Homo Digitalus?
Bom, saindo do tom jocoso, o nosso cérebro não é já o mesmo, depois do advento da internet e do excesso de tecnologia na nossa vida.

Comentário sobre a UC


Ao longo destas produtivas semanas, tomámos uma maior consciência desta realidade digital no nosso quotidiano e das escolas, da revolução silenciosa que as novas tecnologias fizeram na nossa vida e que definitivamente alteraram.
Os trabalhos e estudos propostos revelaram-se sempre de grande interesse e utilidade, pois, além de se revestirem de um carácter prático, abrangeram um leque alargado de situações/problemáticas que urgia conhecer melhor, tendo em conta que o público-alvo deste MGIBE são docentes e professores bibliotecários a quem se exige um conhecimento e uma actualização constante relativamente a tudo o que se relaciona com os jovens, o seu modus vivendi e o modo de melhor os conhecer e interagir com eles.
Todas as actividades propostas foram desafios muito interessantes a que respondemos com entusiasmo e com a verdadeira sensação de entrar num mundo novo, ou melhor, de melhor conhecer algo que já tínhamos consciência mas que nunca nos havíamos proposto a conhecer melhor.
Foi com enorme gosto que participámos nesta unidade curricular.
Obrigada!

Métodos de ensino nesta nova era



Como professores, estamos sempre perante este dilema: alterarmos completamente o nosso método de ensino e aderirmos de vez aos ambientes digitais, ou buscarmos o equilíbrio num método híbrido que forneça alternativas aos nossos alunos nativos digitais sem os deixar completamente desvinculados das novas tecnologias onde se sentem seguros e plenamente integrados.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Novos métodos de aprendizagem

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EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

É interessante este novo método de aprendizagem. Pierre Lévy explica as suas vantagens e as suas potencialidades. É o futuro já no presente!


O sociólogo francês Pierre Lévy (n. 1956) é, indiscutivelmente, um dos mais destacados pensadores sobre a inserção das tecnologias da informação e da comunicação na vida do homem contemporâneo. No corpo da sua obra, não faltam livros que apresentam e debatem as potencialidades das TICs relativamente à cognição humana, à produção do conhecimento e às relações político-culturais.
Entre elas figuram: L’idéographie dynamique. Vers une imagination artificielle? (1991) e L’intelligence collective. Pour une anthropologie du cyberespace (1994). Na primeira, Lévy analisa o surgimento de meios informáticos que teriam fundado uma espécie de escrita (denominada de ideografia dinâmica), não ancorada nem na oralidade nem na tradução visual dos sons ( como faz a alfabética), na verdade, um recurso visual de auxílio ao pensamento, baseado em imagens animadas que possibilitaria novas formas de entendimento a partir de signos visuais, dinâmicos e interactivos. No segundo, apresenta, em diferentes épocas, o que chama de “manifestação antropológica do espaço”, até conceber, a partir da actuação dos meios informáticos, a vigência de um espaço do saber (ou da inteligência colectiva) viabilizado pela interactividade simbólica dos diferentes indivíduos e conhecimentos.

Educação e Blogs

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Cada vez mais, o uso de weblogs para inserir informação sobre aprendizagens, experiências, partilhar materiais e reflexões se torna frequente, o que nos leva a pensar sobre as suas potencialidades e as suas consequências. Todos passamos a produzir informação e conhecimento de modo global gerando uma aprendizagem activa e muito participada - trata-se, sem dúvida, de um novo paradigma educacional!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dia Europeu da Internet Segura

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Este vídeo caseiro, ou seja, montado e publicado por mim, será mostrado a alunos do 2.º ciclo do ensino básico, no âmbito do Dia Europeu da Internet Segura (10 de Fevereiro), na Biblioteca Escolar e em algumas aulas de Formação Cívica, com o intuito de os alertar e sensibilizar para os diferentes perigos inerentes ao uso incauto da internet, nomeadamente por crianças e jovens que se esquecem de que as mesmas pessoas e técnicas de prejudicar outrém extravazam a própria realidade e irrompem no ambiente virtual, causando prejuízos bem reais a quem não se acautele.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Media e revolução social

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Estudante digital

Depois de estruturarmos o nosso conhecimento acerca do estudante digital, a partir dos textos de Prensky (2001 e 2004), emerge a reflexão sobre as estratégias de ensino-aprendizagem a serem levadas a cabo com estes novos alunos, como refere o mesmo autor, noutro texto: “today’s kids are challenging us, their educators, to engage them at their level, even with the old stuff, the stuff we all claim is so important, that is, the curriculum.”[1]
É um desafio, sem dúvida! No nosso panorama educativo, no quotidiano das escolas, deparamo-nos com algum fosso, em muitos casos, entre o baixo nível de competência dos docentes na área das novas tecnologias da informação e comunicação, em comparação com os utilizadores quase permanentes das novas tecnologias.
Contudo, este uso excessivo das ferramentas tecnológicas, por parte dos alunos, e hoje em dia em educação leva-nos a ponderar sobre a sua influência no desenvolvimento das competências e do conhecimento dos alunos, assim como no facto destas poderem gerar uma aprendizagem mais significativa.

Sobre esta temática, Jonassen (2007)[2] apresenta-nos um estudo exaustivo onde aborda diversas ferramentas utilizadas em ambiente escolar e em situações de aprendizagem. Categorizou as ferramentas em cinco âmbitos: organização semântica; modelação semântica; interpretação; construção de conhecimento e ferramentas de conversação.


Pelo facto do perfil do estudante e o seu papel na aprendizagem se ter alterado nas últimas décadas, o autor defende o uso das ferramentas cognitivas como meio para promover a cooperação entre pares, a participação activa, a construção de conhecimento por parte dos alunos e a aprendizagem reflexiva.

Deste modo, os alunos passam a ter um papel mais activo na sua aprendizagem, pelo que a auto-regulação se torna fundamental. Aliás, este aspecto torna-se primordial sempre que falamos em novas tecnologias na educação, já que a literacia digital dos novos estudantes se encontra bastante desenvolvida pois nasceram já na era tecnológica, sendo apelidados de Geração Net (Tapscott) ou Nativos Digitais (Prensky). Defende o conhecimento construtivo destes novos estudantes que, através das ferramentas cognitivas ganham uma certa autonomia que os leva à criação de produtos originais, onde revelam as suas experiências e a realidade que os rodeia. Habituam-se, desde cedo, a serem autores e a obter motivação no facto de verem o seu trabalho publicado e reconhecido por terceiros e pela própria comunidade.

Tudo se alterou: os alunos assumem uma perspectiva diferente face aos conteúdos passando de receptores passivos do conhecimento a produtores, com a responsabilidade que essa função acarreta. Adquirem, desta maneira, o prazer de aprender.

Ora, perante este quadro em que os estudantes passam a agentes activos principais no processo educativo cabe ao docente uma responsabilidade acrescida, orientando o trabalho dos seus alunos, estimulando a sua curiosidade e criatividade, proporcionando apoio e estímulo, de modo a colmatar dificuldades iniciais na utilização das ferramentas tecnológicas na aprendizagem dos diversos conteúdos disciplinares.

Sabemos estar perante um novo paradigma educacional onde as novas tecnologias imperam. Assim, há que aproveitar o facto de os alunos dominarem as novas tecnologias, de modo a coadunar essas ferramentas com os objectivos didácticos e com as competências que se pretende desenvolver nos alunos.

Estarão tão preparados como todas as gerações estiveram, pois a disponibilidade mental do homem não deve servir as ferramentas que utiliza sendo que estas devem estar ao dispor dos conteúdos e metas que se pretende atingir – não são um fim mas um meio para o conhecimento.


Aceitemos também nós, como professores, mais este desafio!

Isabel Trabucho

[1] net.educause.edu/ir/library/pdf/erm0553.pdf
[2] David H Jonassen (2007) Computadores, Ferramentas Cognitivas - Desenvolver o pensamento crítico nas escolas, Colecção Ciências da Educação – Século XXI, Porto Editora.

Nativos digitais e Imigrantes digitais

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O estudante do século XXI

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A chegada das novas tecnologias de informação e comunicação ao quotidiano dos cidadãos e das escolas constitui-se, acima de tudo, por um espaço de partilha, de acesso fácil e de liberdade comunicacional e de interacção social, tendo recebido, desde logo, uma grande adesão por parte das camadas mais jovens da população, que já são designados por nativos digitais, pelo facto de terem já nascido e/ou crescido nestas últimas duas décadas em que o ambiente digital se impõe nas mais básicas operações da vida diária.
Abrem-se novos horizontes e novas perspectivas a nível de relacionamento social e cognitivo. No entanto, as novas tecnologias como fontes de informação não trazem, só por si, riqueza cultural. Daí que cabe à escola a integração destas, numa vertente pedagógica, no combate às desigualdades, revelando aos jovens as verdadeiras potencialidades e valências da tecnologia que utilizam, geral e estritamente, no sentido lúdico.
A internet, pelo manancial de informação de que dispõe, tem permitido práticas que introduzem mudanças significativas na forma como se aprende, em particular no contexto de sala de aula. Gerou uma nova relação entre os alunos e o modo como aprendem e interagem com a informação disponível, por ser igualmente uma forma de comunicação planetária, intercultural e transversal, de acesso fácil a um alargado número de cidadãos.

Ensine-os a pensar!

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As tecnologias desempenham um papel fundamental nos processos cognitivos, mesmo nos mais quotidianos; para perceber isto, basta pensarmos o lugar ocupado pela escrita nas sociedades desenvolvidas contemporâneas. Estas tecnologias estruturam profundamente o nosso uso das faculdades de percepção, de manipulação e de imaginação.

Lèvy (1993)

Era pré-tecnológica




Visão dos estudantes de hoje

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Os computadores e os novos aparelhos electrónicos, a televisão e todos os aparatos que rodeiam hoje os jovens e as crianças, desde tenra idade, revelam-se meios mais atractivos de acesso à informação, com pouco esforço e, como tal, muito mais gratificante do que o ensino tradicional no contexto escolar. Sucede, então, que, perante esta realidade, cabe a escola e aos docentes a mudança de estratégias e metodologias, no sentido de tornar a aprendizagem formal em meio escolar mais apelativa e pertinente, de modo a preparar cabalmente os alunos para poderem enfrentar a sociedade da informação em constante devir.
Como tal, cabe ao professor o incentivo da curiosidade, por parte do aluno, o desenvolvimento do seu espírito crítico, a sua cada vez mais crescente autonomia, estimular a resolução de problemas e a tomada de decisões, criando todas as condições necessárias para o sucesso educativo do mesmo. Assim, a experiência e o saber do docente evidenciar-se-ão no diálogo pedagógico que estabelecerá com os seus alunos e que nunca poderá ser subestimado em prol de uma formação adequada e de uma aprendizagem válida para lidar com os diversos conteúdos e os instrumentos que fazem já hoje parte da realidade escolar.
É inegável que a constatação deste novo desafio acarreta uma maior complexidade na prática lectiva pela articulação dos diferentes saberes com as novas tecnologias. No entanto, tal significa também um enriquecimento em termos pessoais, para o docente, ao tornar-se um parceiro na construção de saberes, partilhando experiências e pontos de vista com os seus alunos. Daí que seja determinante o investimento dos docentes nesta nova prática lectiva, ao incentivarem nos seus alunos a construção de conhecimento, através do estímulo à curiosidade dos jovens, à atenção e na resposta às múltiplas solicitações da sociedade, pela capacidade crítica e pela reflexão.
A escola actual e o modo como se organiza, tanto a nível pedagógico e funcional, e o ensino formal organizado em disciplinas são, na realidade, um processo de educação compartimentado que não olha a formação do indivíduo como um todo, que parte de uma concepção abstracta do conhecimento, não valorizando as actividades do quotidiano dos jovens, os conhecimentos e interesses que já trazem antes de chegar à escola, nem os que entretanto vão adquirindo em contextos extra-escola.

Canais periféricos na sala de aula

A importância dos media

Few would deny that media play a central role in the lives of today’s children and adolescents. Their homes, indeed their bedrooms, are saturated with media. Many young people carry miniaturized, portable media with them wherever they go. They comprise the primary audience for popular music; they form important niche audiences for TV, movies, video games, and print media (each of these industries produces extensive content targeted primarily at kids); they typically are among the early adopters of personal computers (indeed, of most new media) and are a primary target of much of the content of the World Wide Web.[1]



Sendo esta a verdadeira realidade em que vivem os jovens das sociedades em países industrializados, não nos restava alternativa senão unirmo-nos a eles, no sentido de lhes despoletar uma consciência cívica participativa, através dos meios de comunicação digital e das novas tecnologias. Sabemos o quão distanciados os adolescentes se encontram dos seus deveres como futuros cidadãos, assim como de tudo o que tenha a ver com o adultism, fechados como estão no seu processo de amadurecimento e embrenhados num sem fim de actividades que lhes interessa e os motivam socialmente. Ora, o uso dos meios de comunicação digital é, indubitavelmente, uma ferramenta que os introduz no mundo pouco interessante dos adultos, fazendo-os participar em actividades e levando-os a interagir relativamente a temáticas de que se encontravam completamente apartados. Deste modo, a agency de que se fala, sendo embora mediada por adultos, parece-nos um bom meio de ultrapassar o fosso (gap) que existe entre gerações, para além de fomentar e cultivar o interesse dos jovens pelos problemas e questões democráticas da sua comunidade, ou até região ou país. Ao sentirem que se encontram já integrados nela e que podem ter um peso nas tomadas de decisão, certamente que participarão com afinco no trabalho colaborativo que lhes for pedido e onde poderão desenvolver a sua criatividade e expor também o seu modo de ver o mundo e os outros.
Infelizmente, no nosso país, temos assistido à baixa cultura cívica, à falta de informação relativa a aspectos como a solidariedade, a política, problemas sociais, éticos, morais, à quase ausente participação na vida comunitária local, à fraca liderança social, levando-os a uma completa incapacidade de se expressarem sobre aspectos da cidadania e da sociedade em geral (Adultism).
Os estudos revelaram-se profícuos nas suas conclusões e levam-nos a pensar no bom uso que podemos dar a certas ferramentas para atingir objectivos muito louváveis.

Isabel Trabucho

A internet do futuro

Identidade e Internet

Ver a internet como um laboratório de construção da identidade será assim tão bizarro?
Veremos:
The Internet is an identity laboratory, overflowing with props, audiences, and players for our personal experiments.
Patricia Wallace (2001)[1]


O texto que analisaram e sintetizaram expressa aquilo que já todos constatámos, desde há alguns anos, mas que não havíamos verbalizado de forma tão estruturada. Na verdade, temos plena consciência de que os nativos digitais vivem e precisam irremediavelmente desse mundo paralelo na rede para se expressarem e afirmarem, para construírem a sua identidade, algo que antes faziam em conversas em grupo com os seus pares, noutras actividades e aventuras em que se empenhavam e divertiam. Estas vão escasseando em presença física e ao ar livre para dar lugar a jovens isolados mas ligados a redes sociais, caracterizadas pela globalidade e pela heterogeneidade.
Desde cedo, conseguem interagir e até produzir as suas próprias páginas pessoais, publicam informação e ficheiros multimédia na internet, partilham inúmeros conteúdos. No fim, afirmam-se com o que lhes vai na alma, valorizam a sua identidade, conseguindo ultrapassar a inibição que os sacode do mundo dos adultos e algum complexo que detêm acerca do pouco valor que a sua personalidade parece ter entre os mais velhos.
Chamo aqui a atenção para um estudo que nos ajuda, certamente, a perceber todo este fenómeno. Assim, remontando a Erik Erikson (1968), que nos referiu a “crise de identidade”, durante o quinto estádio de desenvolvimento, dos 12 aos 18 anos de idade, altura em que há uma grande incerteza de papéis a assumir aliada à preocupação com o que os outros pensam, na qual há uma preocupação excessiva com o que os outros pensam, devido a um egocentrismo tão próprio desta fase de desenvolvimento.
Ora, na rede, essa possibilidade de se ser avaliado pelos outros aumenta exponencialmente, extravasando o tradicional pequeno círculo de amigos, família e escola. O mesmo autor refere ainda as “moratórias institucionalizadas”, ou seja, um adolescente deve desfrutar de um período de moratória psicossocial, um período de espera, de experimentação e de ajustamentos dos vários papéis sociais. Existem, na sociedade ocidental, variadas instituições e estruturas sociais que facilitam ou inibem a experimentação de papéis típica deste estádio de desenvolvimento – são as “moratórias institucionalizadas”. A partir delas, o adolescente usufrui de diferentes modos de socialização que o podem ajudar a resolver a sua crise de identidade, sendo uma delas, hoje em dia, sem dúvida alguma, a Internet.
Continuação de bom trabalho!
Saudações cordiais,
Isabel Trabucho
[1] nautilus.fis.uc.pt/cec/teses/sandra/docs/cap2_internet.pdf (retirado em 9-12-09)

Redes sociais

A utilização de redes sociais por parte dos jovens, desde a pré-adolescência, é uma realidade. Muitos estudos começam a ser feitos relativamente a essa temática/nova situação. Um deles retrata bem esse novo conceito de socialização e de comunicação humana, especialmente entre a camada mais jovem, os nativos digitais para quem tudo isto faz mais sentido.

Social networking sites have very quickly become highly popular means of communication and leisure activity for many people across the industrialized countries. At the time of this study it had become the method of choice for virtual communication for many (especially younger users), challenging MSN, texting and email. Users were attracted to the sites’ easy-to-use interfaces which allowed them to communicate efficiently with friends and to express themselves, supporting a new and fun way to maintain and enlarge their social networks.[1]


Tratando-se de jovens os seus principais utilizadores, sabemos que tudo remete essencialmente para a questão da afirmação da identidade, desde logo na apresentação ou perfil que delineiam e onde disponibilizam informação, verídica, ou não, juntamente com textos e outros documentos/ficheiros. A facilidade de se poder ficar anónimo e de não ser descoberto, nem por familiares, nem por intrusos, é também aliciante. A capacidade de comunicar sincrónica ou assincronicamente com amigos ou desconhecidos é facilitada pela ausência corpórea num espaço comum e por se poderem partilhar inúmeros materiais. O facto de ser um espaço ausente de restrições a nível do grupo de adultos é também encarada como uma mais-valia para os adolescentes. Alguns benefícios deste tipo de ferramenta, segundo o estudo britânico, atrás referido, são:

“• A fun and engaging leisure activity;
• An efficient way to manage existing relationships;
• A way to build new relationships;
• A tool to build confidence. This was especially appealing to the teenagers in the research group, who often found it difficult to communicate with the opposite sex;
• An opportunity to be ‘someone they were not’. This involved setting up an account as another person. This could be done out of curiosity, although some were using social networking sites to impersonate other people they knew and to get them into trouble or to bully them. “[2]

De tudo isto constatamos que estamos, efectivamente, perante uma nova forma de comunicação e de sociabilização que veio para ficar!

Saudações,

Isabel Trabucho
[1] http://www.ofcom.org.uk/advice/media_literacy/medlitpub/medlitpubrss/socialnetworking/annex3.pdf

Glossário Digital


Glossário digital - novo mundo em neologismos

Elaborar este mini glossário digital em conjunto com os colegas da UC foi, indubitavelmente, uma actividade despoletadora de novos conhecimentos e de estruturação de alguns conhecimentos anteriores. O advento das novas tecnologias de informação e comunicação acarretaram todo um novo vocabulário de origem anglo-saxónica que urge traduzir e explicitar. Ora, perante este cenário, considerámos profícuo este trabalho, grandemente ajudado pelo uso das mesmas tecnologias que fizeram jus ao seu nome e funcionalidade.

Glossário digital

Digital Information overload:

Todo o potencial de informação digital disponível e sempre em crescimento que acabe por se tornar manifestamente inacessível devido à crescente abundância de dados e/ou falta de uma organização eficiente.

http://www.digitalnative.org/wiki/Glossary#Personalization_.28Customization.29
(acedido em 1 de Dezembro de 2009)

Glossário digital

Digital Immigrant:

Imigrante digital é toda a pessoa que tenha passado a usar a internet e outras tecnologias da informação e da comunicação numa fase tardia da sua vida, já na idade adulta, depois da adolescência. Tal como um imigrante geográfico, o imigrante digital pode ter adoptado alguns aspectos de um nativo digital (crianças e jovens que já cresceram num ambiente tecnológico, posterior às derradeiras décadas de novecentos), embora mantenha ainda velhos hábitos, tais como a compra de um CD de música em vez de a baixar ou comprar em suporte digital na internet.

http://www.digitalnative.org/wiki/Glossary#Personalization_.28Customization.29
(acedido em 1 de Dezembro de 2009)

Glossário digital

Digital exposure:

Exposição digital refere-se a todo o tipo de documentação, tais como correio electrónico, registos de salas de conversação instantânea ou fotografias relativas a actividades menos lícitas ou do foro privado que possa ser capturada, duplicada e colocada na rede. Estes documentos poderão, mais tarde, causar embaraço pela sua exposição pública, tendo sido, no passado usados como evidências em casos de violação de regras, escolares ou legais.

http://www.digitalnative.org/wiki/Glossary#Personalization_.28Customization.29
(acedido em 1 de Dezembro de 2009)

Glossário digital

Digital dossier:

Trata-se da compilação de toda a espécie de informação coligida e guardada em suporte digital acerca de alguém. Um dossier digital pode conter informação tão variada como registos hospitalares, informação de localização espácio-temporal por sistema GPS, recolhida por companhias de comunicação móvel, dados sobre utilização de serviços e entradas em sítios da internet, assim como outros elementos relativos aos utilizadores, como sejam fotos ou blogs colocados em redes sociais ou outras.

Fonte: http://www.digitalnative.org/wiki/Glossary#Personalization_.28Customization.29 (acedida em 1 de Novembro de 2009)

Glossário digital

Deep dive:

Expressão em gíria utilizada para referir o facto de se explorar um tema ou assunto em profundidade. Por exemplo, “We did a deep dive on that market and found nothing of value there.”

http://en.wikipedia.org/wiki

Pode-se focar a atenção num blog específico ou numa página, lendo a totalidade da informação e dos comentários nele/a contidos, em busca de um propósito ou conhecimento específico.

http://www.digitalnative.org/wiki/Glossary#Personalization_.28Customization.29
(acedido em 1 de Dezembro de 2009)

Glossário digital

Cyberbullying:

Cyberbullying é uma prática que envolve o uso das tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem. No Cyberbullying recorre-se à tecnologia para ameaçar, humilhar ou intimidar alguém através da multiplicidade de ferramentas da nova era digital. Redes sociais da Internet, sites de partilha de fotos, imagens de telemóvel, gravações MP3, têm servido para desvirtuar a realidade pondo em causa a intimidade e a reputação.

http://en.wikipedia.org/wiki

Glossário digital

Customization:

Personalização (= customization; personalization)
Possibilidade oferecida ao utilizador para alterar, acrescentar, remover características nas páginas pessoais das plataformas sociais, com o fim de as adequar ao seu gosto pessoal. MySpace permite aos seus utilizadores personalizar a visualização com HTML; Facebook permite aos utilizadores adicionar várias aplicações aos seus perfis; Second Life permite aos utilizadores criar os seus 'avatars' (imagens virtuais).
http://www.digitalnative.org/wiki/Glossary#Personalization_.28Customization.29

Identidade social na adolescência

Blog - uma janela do eu para o mundo

A busca da identidade apresenta-se com o grande desafio da adolescência. A descoberta de si próprio, da sua imagem e dos seus pensamentos e emoções adquire importância vital nessa fase da vida.
Com o advento da internet, das redes sociais e das novas tecnologias que proporcionam aos jovens a capacidade de criarem o seu próprio espaço virtual em que podem revelar os seus gostos pessoais, os seus conflitos interiores, as suas emoções, a descoberta do corpo e do sexo, entre outros. Revela-se e aprofunda-se a identidade, fala-se de si próprio, expressam-se as crenças, relatam-se as relações interpessoais. Em todo este processo a linguagem é o meio privilegiado para a construção de uma identidade.
No mundo virtual, o aspecto corpóreo e tangível esbate-se dando lugar a uma abstracção em que o género, a raça, as características físicas, a idade e o aspecto passam para segundo plano ou são facilmente recriadas na guarida do anonimato que o ambiente digital permite. Deste modo, altera-se a identidade com muita facilidade, inventam-se papéis, cria-se uma linguagem própria, avatares e outros códigos muito próprios.
Por trás de uma face oculta (!), os jovens manipulam e mantêm os blogs a que têm acesso com facilidade, espiam outros tantos e vão assim construindo a sua identidade. A construção do blog assemelha-se assim à própria formação da personalidade com a liberdade de expressão/revelação de si mesmo pela facilidade com que se comunica sem o constrangimento da presença física e do corpo que, muitas vezes, não é bem aceite ainda pelo jovem. Daí a popularidade entre os jovens deste tipo de página na internet, gratuita, de fácil acesso e construção, em que se escusam a uma total identificação, se assim o quiserem. Podem-se fornecer dados pessoais falsos, inventar pseudónimos, fornecer dados para uma conversa online através de email ou instant messenger.
A internet veio, indubitavelmente, facilitar aos jovens uma parte essencial da sua vida – a criação da identidade, pela flexibilidade com que se criam relações e interacções com os outros, de forma descontraída e anónima, através de uma linguagem própria, criativa e inovadora. A necessidade que todos temos de expressar as nossas, ideias, opiniões, experiências e sentimentos, ainda mais, nessa faixa etária, fica assim efectivamente garantida pelo recurso às novas tecnologias.
Os factores intrapessoais, interpessoais e culturais que influenciam a formação da identidade do jovem, pela semelhança e continuidade, são, de algum modo, bem patentes neste tipo de utilização das novas tecnologias pelos adolescentes.
No entanto, não deixa de ser uma actividade, ainda que social, muito solitária, pelo que cabe aos educadores, pais e professores a formação pelos valores, pela responsabilidade, não permitindo que o jovem fique sempre entregue a si mesmo, nas diversas opções que faz.

Continuação de bom trabalho!

Isabel Trabucho

Novidades do mundo actual

domingo, 17 de janeiro de 2010

Redes sociais vieram para ficar


A escola hoje - nativos digitais

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As novas tecnologias como o computador, a internet, o e-mail, as ferramentas multimédia e outros aparatos podem ter um profundo impacto na aprendizagem dos alunos. Algumas competências adquiridas pelos alunos são, desde logo, reconhecidas por nós enquanto docentes, como sejam as comunicacionais, a melhoria na apresentação de trabalhos, uma maior autonomia na resolução de problemas, na pesquisa, uma mais fácil apetência para o trabalho colaborativo e um pensamento crítico mais apurado.
Por experiência própria, sabemos que este tipo de modelo centrado no aluno, quando devidamente planificado e adequado ao contexto educacional e aos conteúdos e saberes, proporciona inquestionavelmente um aumento da motivação para aprender, uma maior retenção do que se aprendeu, um conhecimento mais aprofundado por ter sido vivenciado e sentido num processo mais activo e atitudes mais positivas relativamente ao assunto em estudo.
No final do século passado, no Relatório sobre Educação para o Século XXI (1999), estabeleceram-se quatro pilares fundamentais do conhecimento, que servirão de referência para a educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser. Os autores, entre os quais Delors, alertam que “aprender a conhecer visa não tanto a aquisição de um reportório de saberes codificados, mas antes o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento, o que implica, antes de mais, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento, isto é, aprender a prestar atenção às coisas, aos factos e pessoas; ser selectivo nos dados a aprender, reflectir sobre a aprendizagem e ter consciência do modo pessoal de aprender.

Redes Sociais - comportamento

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Mundo digital - os miúdos de hoje

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Neste novo paradigma educacional, há ideias-chave que convém reter e que se coadunam com algumas características inatas a estas novas gerações. Assim, sabemos que é primordial uma aprendizagem mais activa, em que o aluno possa ir aprendendo enquanto explora os recursos e instrumentos colocados à sua disposição. Esta perspectiva assenta no princípio de que a acção gera a aprendizagem, ou seja, aprende-
-se mais e melhor fazendo. Mas é importante que o aluno entenda o propósito e a funcionalidade que dão sentido à actividade, pois, trata-se sobretudo de um processo cognitivo intencional.
Ora, segundo alguns autores, Haymore-Sandholts, Ringstaff & Owyer (citados por SILVA, 2004: 6), a integração das novas tecnologias na escola melhora as aprendizagens, desde que sob determinadas condições, como sejam o modo como os docentes encaram o ensino e o valor de determinadas actividades pedagógicas; o uso das novas tecnologias como instrumentos/recursos integrantes das actividades pedagógicas no seguimento de uma planificação coerente e de metas e objectivos pedagógicos adequados; a colaboração e articulação dos diversos docentes e saberes numa prática em contínuo aperfeiçoamento contínuo; a visão a longo prazo de muitas práticas e da integração das novas tecnologias da informação e da comunicação no quotidiano escolar e no contexto de sala de aula.

Hi5 - análise de uma rede social

A incursão pelo universo digital frequentado pelos nossos jovens é uma preocupação social importante nos últimos anos, já que temos plena consciência do aumento exponencial de espaços lúdicos e sociais em ambiente digital no quotidiano de crianças e jovens.

Alvin Toffler (1980) definiu essa situação afirmando que "somos a última geração de uma velha geração e a primeira geração de uma geração nova e que muita da nossa confusão, angústia e desorientação pessoal [entrará em conflito com a Terceira Onda que se aproxima, em oposição à Segunda Onda moribunda]"

Esta actividade apresentou algumas dificuldades que se prenderam com o facto dos nossos jovens ainda serem um pouco incipientes no ambiente virtual, ao contrário de alguns países onde os adolescentes confiam mais na tecnologia e na exposição pessoal nesses novos ambientes.

Houve alguns aspectos que ficaram por analisar por falta de dados, mas ainda assim chegámos a algumas conclusões bem válidas e que nos ajudaram a entender a forte interacção entre os jovens e as redes sociais. Considerámos este estudo estimulante pela forte relação com a realidade da alma humana e as suas fragilidades e potencialidades.

A escola do futuro?


Glossário digital

Copyright:

Copyright - Direito autoral é a denominação utilizada na referência aos direitos dos autores, no que diz respeito às suas obras intelectuais, sejam literárias, artísticas ou científicas.
O símbolo utilizado, a nível internacional é o seguinte: Copyright "©"
Direitos autorais não são necessariamente o mesmo que copyright em inglês. O sistema anglo-saxão do copyright difere do de direito de autor. Os nomes respectivos já nos dão conta da diferença: de um lado, tem-se um direito à cópia, copyright ou direito de reprodução, do outro, um direito de autor; neste, o foco está na pessoa do direito, o autor; naquele, no objecto do direito (a obra) e na prerrogativa patrimonial de se poder copiar. Devem ser percebidas as diferenças entre o direito autoral do chamado sistema continental europeu - Sistema romano-germânico, do sistema anglo-americano do copyright, baseado no Common Law, cuja característica diferencial reside no facto do Direito Autoral ter por objectivo fundamental a protecção do criador, ao contrário do Copyright que protege a obra em si, ou seja o produto, dando ênfase à vertente económica, a exploração patrimonial das obras através do direito de reprodução. No uso do direito de reprodução, o titular dos direitos autorais poderá colocar à disposição do público a obra, na forma, local e pelo tempo que desejar, a título oneroso ou gratuito.

http://en.wikipedia.org/wiki

sábado, 9 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010